Ziquizira, brucutú, urucubaca…

29 06 2009

honduras-map…  ou é moda!! Honduras andava fora de foco com as eleições na Argentina, gripe suina no México, o chavismo na Venezuela… só um Golpe de Estado para trazer Honduras para mídia. Bom, a América Latina e Caribe precisava respirar novos ares, depois de tanta democracia!

Só com ironia para explicar o inexplicável!

Foto: http://geology.com/world/honduras-map.gif





Uffa!! Maricultor reconhecido como produtor rural

27 06 2009

Agora, com a Lei da Pesca sancionada pelo Presidente Lula, o maricultor passa a ter o status de produtor rural. Isso implica na legitimação dos meus argumentos na minha dissertação de mestrado sobre a natureza social do maricultor, suas rotinas laborais e sociabilidades que os indentificam claramente como produtores rurais nos moldes da agricultura familiar.

Este reconhecimento trás benefícios para os maricultores, não só pela criação do Ministerio da Aquicultura e Pesca, mas também acesso a créditos. Um impulso fundamental para o desenvolvimento da produção e possibilidade de maior independência dos atravessadores e empresários que retém o valor agregado da maricultura.

Bom, no parágrafo em negrito abaixo, mostra a orientação do nosso governo que, mesmo de esquereda, atua sob a lógica capitalista. No lugar de promover a autogestão e incremento das bases produtivas, coloca as empresas como única forma eficiente de desenvolvimento econômico do setor. A política de redes e cadeias produtivas do tipo Top-down predomina!

Segue uma das matérias jornalísticas sobre o tema:

Lula sanciona lei que cria Ministério da Pesca

Agência Brasil

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira, em Itajaí, Santa Catarina, a lei que cria o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em substituição à Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap).

Ele sancionou também a nova Lei da Pesca, que passa a considerar pescadores e aquicultores como produtores rurais com direito a créditos rurais com acesso a recursos mais baratos para financiar a produção.

Lula enumerou as várias mudanças que vão ocorrer no setor e pediu ao ministro da Pesca, Altemir Gregolin, que realize uma ampla campanha de divulgação da nova lei, orientando pescadores e aquicultores sobre seus direitos.

- É importante que todos utilizem bem os recursos que estamos disponibilizando. Não tem coisa mais triste do que brigar para isso e depois não ver as coisas acontecerem – afirmou o presidente. É importante, segundo ele, a atuação do ministério, de prefeitos, associações, sindicatos e colônias de pescadores nessa divulgação.

Lula disse que empresas de beneficiamento, transformação e industrialização de pescado poderão se beneficiar das linhas de crédito, desde que comprem a matéria-prima dos pescadores ou de suas cooperativas.

- Um grande empresário, para ter direito, tem que comprar o pescado dos pescadores artesanais, que é para ajudar o setor a crescer junto com a indústria de pesca brasileira – disse o presidente.

Outro ponto importante apontado por Lula foi que a nova lei reconhece como trabalhadoras da pesca as mulheres que desempenham atividades complementares à pesca artesanal.

- Por exemplo, uma mulher que conserta redes de pesca, terá os mesmos direitos dos pescadores – citou.

O presidente ressaltou que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mais Alimentos tem R$ 25 bilhões para a agricultura familiar aplicar em tratores e implementos agrícolas, que será estendida à linha do setor de pesca.

- Estamos estendendo a linha do Pronaf para o setor da pesca. Os financiamentos serão de até R$ 100 mil, com prazo de 10 anos para pagamento, sendo três de carência e taxas de juros de 2% ao ano – anunciou Lula. O presidente lembrou que o programa já fez uma revolução na venda dos tratores.

- Em 10 meses foram vendidos 11 mil tratores, isso significa 75% do total produzido no país nesse período.

Pescadores e aquicultores terão financiamentos para aquisição de redes e de vários outros materiais de pesca, além de modernização e reforma de embarcações, o que inclui melhorias nas condições de manipulação e conservação do pescado a bordo e melhorias nas condições de saúde e segurança do trabalhador. Os tomadores dos empréstimos devem ser produtores familiares com renda de até R$ 110 mil anuais, no caso dos pescadores, e de até R$ 165 mil para os aquicultores.

- Tem pessoas que acham que criar mais um ministério vai gerar um ”cabide de emprego”. Isso acontece, porque as pessoas, quando compram um peixe na cidade, não sabem o que o pescador teve que passar para exercer sua atividade. Queremos dar ao pescador a mesma cidadania que outras categorias já conquistaram ao longa da história do Brasil. Queremos mais pescadores tendo os mesmos direitos de outros trabalhadores. No próximo orçamento o ministério terá mais recursos e vamos cuidar melhor da vida dos pescadores – garantiu o presidente Lula.

16:35 – 26/06/2009

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/26/e26064602.asp

Ilustração: Artísta plástica Susana Fros (http://www.acap.art.br/artistas/susanafros.htm)





Banco Palmas

25 06 2009

Banco Palmas Banco Palmas: os indicios de outra institucionalização da economia… Nesta publicidades do supermercado do bairro, o aviso que se aceita além dos cartões de crédito so sistema financeiro tradicional, a moeda social Palmas também é aceito.

Foto: minha





Última semana…

25 06 2009

… para enviar seu artigo sobre qualquer tema relacionado com a economia social e solidária.

OTRA ECONOMÍA

WWW.RILESS.ORG/OTRAECONOMIA





12 05 2009

DSC0016111Quando a vida se transforma em um ritmo frenético orientado pelo sistema econômico onde o trabalho lhe dita o cotidiano, a renda mensal lhe dita o tamanho da familia, os serviços públicos limita o ócio, a vida entra em conflito com a sociedade. Mas isso por ela está se mercantilizando cada vez mais. E a religião, a fé e a dedicação a espiritualidade se torna cada vez mais irracional de acordo com as convenções societais. Como pode 50 pessoas se retirar de suas “obrigações” no trabalho para se dedicar a isso por uma semana? (eu já escutei isso!) Só falta olvir que os retiros espirituais de todas as religiões afeta a economia nacional! E veja que a economia da Bahia tem uma porcentagem significativa de turismo no seu Produto. Que por sinal está embasada nos rituais religiosos, suas cores, tecidos, comidas, missangas e apetrechos.  Poucos turistas sabem realmente de onde vem aquela energia que se sente quando se visita Salvador. Bom, mais o caso é o conflito ideológico e material entre o econômico (capitalistica) e nossa dedicação a espiritualidade estão presentes. A racionalidade capitalistica nos leva a acreditar que nossas vidas se reduzem a trabalhar, trabalhar e trabalhar. Depois, se sobrar um tempinho, poderemos dedicarmos à familia, à religião…

Foto: minha.