III Colóquio Internacional da Cátedra Unesco – A Economia Social e Solidária em Perspectiva Internacional

5 12 2009

Acabo de chegar em Porto Alegre para uma semana muito produtiva de intercâmbio com nossos companheiros da UNGS (Buenos Aires) e da Unisinos dentro de uma gama de atividades da RILESS. Além disso, as atividades do próprio Colóquio. Bom, depois de alguns meses de volta do mestrado em Buenos Aires estou de volta ao blog. De volta a Unisul Virtual, maricultura e vida normal. Vamos lá!!





Superior virtual em cooperativismo

22 12 2008

unisul2Ainda estão abertas as inscrições para o curso de Gestão de Cooperativas da Unisul Virtual. Os acadêmicos são tutoriados pelos professores da própria Unisul, o curso é totalmente virtual e as provas são presenciais em 96 locais pelo Brasil e o título é de tecnólogo, ensino superior. Por ter esta formatação, o curso tem dois anos.

O MEC autorizou o Projeto 2+2 de Administração da Unisul Virtual. Com isso, os alunos que fazem o curso de tecnólogo em gestão, como o Gestão Cooperativa, tem a opção de seguir com os estudos por mais dois anos e alcançar o Bacharelado em Administração.

Bom, eu, como professora de uma das disciplinas do curso, digo que a carga de estudos é igual ou superior que de um curso presencial, porque depende mais do acadêmico em aprender que do professor em “passar” a informação. O professor-tutor assume outro rol na educação virtual, ele tem as técnicas e estratégias pformaturas_campus_unisulvirtual18_fsara fazer com que o aluno estude pelo interesse, pela gosto de aprender e querer conhecer, e não por obrigação em cumprir com as responsabilidades assumidas. O material didático é o principal elo de conteúdo entre o acadêmico e o tutor, como por exemplo estes dois livros didáticos de disciplinas dos cursos da Unisul Virtual: Sociologia da Educação e Introdução ao Cooperativismo que estão disponíveis na Biblioteca Virtual da Unisul.

Nem tudo é virtual, a formatura é o momento mais emocionante. Esta foto é de uma das turmas da última formatura e que aconteceu em todo o país de forma simultânea e interligadas por imagens via satélite ou por  transmissão via streaming pela Internet com a cerimônia principal na Grande Florianópolis com a presença do Reitor da Unisul.





Seminário sobre produção familiar e comunitária

2 12 2008

Joaquina - SCNa segunda-feira, fizemos um seminario interno no CCC sobre agricultura familiar, maricultura familiar e comunidade indígena, nos países Argentina, Brasil e Colômbia, respectivamente. Armamos um subgrupo de discussão para pensar as diferentes experiências desde a economía social e solidária.

Pelo que vimos, vai nos custar um pouquinho, porque as diversas concepções que tenemos de economia solidária, economia social, economia popular, economia comunitaria, e os diversos autores formam um rico campo teórico. Por ejemplo, as concepção de economia popular de Coraggio não é totalmente mesma de Quijano, cada um tem seu contexto de análise. Mesmo assim, é um exercício interessante. E mais interessante ainda é tentar explicar porque a agricultura e maricultura familiar é da economia solidária, mesmo não produzindo e vendendo coletivamente, por exemplo. Não basta fazer parte de uma associação ou entregar seu produto na cooperativa para beneficiar ou vender. Existe uma subjetividade por detrás das práticas e ações dos que participam, mas tambiém não pode deixar de analisar o patriacado e a divisão de trabalho dentro deste tipo de organização e a forma como se relaciona com um coletivo.

Existe muito o que se questionar, investigar, reflexionar. Não podemos ficar no determinismo. Somos funcionais ao sistema capitalista ou somos parte de uma transformação social? O que caracteriza transformação social? E contra-hegemônico? Na verdade, as teorias econômicas neoliberais têm explicação para tudo, para crise, para pobreza, falhas de mercado, intervenção do Estado, até para o surgimento da economía solidária. Temos que colocar a prova isso e desenvolver nossas teorias e nos apropiar de instituições que pensamos ser capitalistas, mas que, na verdade, o capitalismo os adotou como suas instituições.

A economia solidária não é um pacote fechado é definido. Para mim, é uma caixa mágica. A cada coisa que vejo, gente falando, pensando, agindo, interagindo me surpreendo.

Fotita: minha. (praia da Joaquina – SC)





Para fugir dos atravessadores sacanas

7 05 2008

Aqui uma matéria que saiu no jornal O Diarinho que circula no Vale do Itajaí.


Penha será a sede da empresa solidária

A idéia é que o maricultor, que rala um monte, tenha mais lucro na hora da venda.

Na intenção de passar longe dos atravessadores, maricultores de Santa Catarina formaram uma central que comercializará seus produtos para todo o Brasil. A sede da empresa, que os próprios maricultores chamam de solidária, será instalada no município de Penha, que já conta com a estrutura para manipulação de mariscos, ostras e vieiras.

“Nossa intenção é mudar a lógica da comercialização e deixar o lucro com as famílias produtoras”, ressalta a maricultora Maria das Graças da Silva, ex-presidente da Federação de Associações de Maricultores (Famasc) e que integra a comissão que organiza a central. De acordo com ela, ao se organizar e comercializar diretamente o produto, o maricultor poderá ter um incremento de renda já que parte do lucro não ficará mais com o atravessador.

Oito associações e uma cooperativa integram a central. São ao todo 71 famílias envolvidas diretamente no projeto, que conta com o apoio da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP) do governo federal. A central, mesmo ainda em processo de instalação, já possui um posto de venda em São Paulo, o maior mercado consumidor e distribuidor de ostras e mariscos do país.

Informatização e formação

Maria das Graças explica que o processo para a criação da central começou há três anos. O primeiro passo foi a informatização de todas as associações envolvidas e ligadas à Famasc. Isso possibilitará um controle maior de dados de toda a produção que passará pela central. Outra etapa foi a formação técnica e política das lideranças nos municípios onde há maricultura organizada.

A central integra um movimento político e econômico chamado de economia solidária. O movimento tem como princípio a geração e a distribuição de renda para todos os envolvidos no processo produtivo, sem que uma pessoa ou grupo explore os demais. A preocupação com a preservação ambiental também é outro princípio da economia solidária.






Agradecimento

22 12 2007


Mais um ano se foi… e sobrevivemos. Este pessoal que cultiva o mar, a solidariedade e a justiça social e com muitos frutos colhidos também. Estas mais de 300 famílias trabalham juntas para produzir, mesmo que para o próprio mercado, um produto com qualidade a um preço justo. Lutam contra os atravessadores que pagam um preço vergonhoso pelo mariscos que não cobre os custos de sua produção.
Bom, há problemas internos, mas sempre são resolvidos de forma democrática e respeitando a singularidade e a liberdade de cada um. Mesmo que o processo se demore uma década, mas será de forma justa!!!
Cada um que colocou uma gotinha de suor neste processo está feliz e vai fechar o ano com o sentimento de dever cumprido, de realização!
O que faz estes remanescentes do Kaufsystem, proprietários dos seus meios de produção e explorados por meio da circulação tão especiais? A lógica e a racionalidade, ou melhor, OUTRA lógica e OUTRA racionalidade de viver o econômico.

Obrigada, amigos!!!








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