E agora Burucutú?

26 04 2009

tarroBom, último mês em Buenos Aires com ares de despedida depois de quase dois anos e meio de mestrado aqui! Tá bom, né? Agora é olhar para frente, com dor no coração, mas a certeza que aproveitei o máximo que eu podia dentro das minhas condições financeiras. Terminar um mestrado, aprendi dança gaucha folclórica, tango, me apresentei em teatro, empreendi uma revista científica eletrônica, fiz amigos, andei muito de bike, conheci a cultura argentina, viz pesquisas, publiquei, assumi o artesanato como parte de mim, consegui o documento permanente argentino… Foram intensos estes dois anos, minha familia que o diga!!

O mais importante foi, sem dúvida, a mudança de concepção da vida, da economia, da sociedade…

Terei que me adaptar a outras realidades quando voltar. A vida sempre deve ter um projeto e que deve ser defendido, mas no se pode prender a ele. Tem que estar aberto as mudanças que o destino nos reserva. Bom, não sei se acredito no destino, mas isso já é outra coisa! O único que está certo é que tenho uma dissertação para entregar no final do ano para a UNGS e para a CLACSO. E minha cabeça gira em torno dos maricultores e em como eles contribuem com sus sociabilidades para o movimento da economia solidária. Digo que não é fácil, tudo pode ser explicado pela teoria hegemônica. Ainda sim, consigui energia para comprovar que o hegemônico foi imposto e ainda existe outras lógicas econômicas…

Foto: minha!





Lembranças da graduação

2 02 2009

relacoesint-norteilha1Fui na Unisul para visitar o pessoal e ver o Mauri. Pessoa importantísima na nossa formação e incrivelmente inteligente! Odeio rasgar seda, mas este cara merece! Foi uma sessão de lembranças que achei que haviam marcado só as nossas vidas de estudantes. E escutando todos os causos do nosso ex-coordenador de curso e professor  fui lembrando las tantas coisas que nos metemos.

Para começar, fomos a maior publicidade gratuita da Unisul por todo o Brasil e países da America Latina em que havia um curso de Relações Internacionais. Por causa dos encontros de estudantes, congressos e conferências, viajamos como delegação representante com direito a broche da Unisul no terno, bandeira e tal. Queriamos mostrar da onde eramos. Os professores e coordenação ficavam loucos quando chegavamos de um congresso com a responsabilidade de sediar o próximo. Mas não jogamos as tarefas sobre os professores e instituição, simplesmente colocamos a mão na massa. Toda a organização, busca de patrocínio, ofícios, ligações. Contatos com ministros, representantes de instituições importantes, nós fizemos tudo com o respaldo da Unisul e coordenação. Anos de ouro!!

O concurso do logotipo do curso de Relações Internacionais que mexeu com todos os estudantes, dicusssões, campanhas, votação… todos tinham uma opinião mesmo que não quisesse externalizar. E a criação do Centro Acadêmico foi outra luta, mas saiu. Muuuuuita discussão, bate boca, coisas típicas da criação de uma instituição democrática de representação políticas de estudantes. É muito rico a divergência de opiniões, crescemos muito e constituimos o Centro Acadêmico Paulo Roberto de Almeida. Não vou nem comentar sobre a escolha do nome!

Outra coisa que impulsionamos junto com outras universidades foi a estruturação da Federação Nacional de Estudantes de Relações Internacionais (FENERI) com seus Conselhos de Estudantes (CONERI) e outras instituições que formam todo um complexo político estudantil (em constante relação com os profissional) em todo o Brasil. Esta estrutura forma parte de uma rede de instituições do Conesul e promovem encontros e conferências internacionais. As simulações da ONU também são frutos destas articulações entre estudantes não só de Relações Internacionais.

Bom, mas internamente, nossas lutas por espaços de pesquisa e extensão, investimentos no curso e estrutura foi muito produtivo. Nos mobilizamos por questões estruturais que influenciam no desenvolvimento dos estudos e pesquisas. Nós que estamos no meio temos o dever de abrir demandas dentro da instituição, só assim a instituição tem o conhecimento do que precisamos. Eles não são adivinhos!! A Empresa Jr. Focco é uma das coisas que se instituiu e graças aos meus trabalhos dentro da Focco, na época voluntários, pude mostrar meu potencial e iniciar no mercado de trabalho.

Além de mim, muitos foram os que batalharam nesta época e depois que me formei como a Morgana, a Chuchú, o Mansur, Victor, Luis Fernando, Pacheco, Braulio, Pablo, Mariana, Cris, Daniel, Thais, Marcel, Borin, Anna Kelly… não quero ser injusta, mas são muitos os que fizeram pelo curso neste período.

Agradeço à Deus por cruzar as nossas vidas!! Grande época!!

Imegem: Relações Internacionais Unisul





Trilogia “Tesis de la Maestría”: A investigação

30 01 2009

Arquivos FamascAqui estamos, numa etapa que quando se pensa em abandonar o projeto para cair na investigação as coisas começam a se juntar e acumular. Na verdade, tudo começa a caminhar em paralelo. O projeto segue sendo ajustado, as entrevistas trazem a necessidade de outras leituras teóricas e ao ler algumas teorias se depara com a necesidade de voltar ao campo. Com isso, acabo escrevendo algúns pequenos textos com idéias e teorias desenvolvidas a partir da investigação.

Estas “férias” foram um ótimo momento para rever tudo sobre o que será a dissertação. Ou seja, não tive férias do mestrado. Dezembro dedicado às provas de fim de trimestre, logo no início de janeiro fui aos cultivos de mariscos e mexilhões. Enquanto isso, tinha que estudar para uma prova de recuperação que se dará em fevereiro. Bom, a idéias era de me dedicar a armar a dissertação para março, mas com o apoio da CLACSO terei mais tempo  e recursos para estruturar um bom trabalho. Mesmo assim, não tive tempo nem para o blogue.

Está acontecendo o FSM nesta semana e meu coração e minha cabeça estão lá.  Muito feliz com as notícias de Belém. Queria muito estar no FSM, mas não se pode tudo.

Bom, seguimos trabalhando!!

Foto: Arquivos Famasc





Teatro por la Identidad

30 11 2008

p1030448-copyNa sexta-feira fui surpreendida por um convite da minha amiga colombiana para ir ao teatro, de graça porque vida de estudante não tá fácil. As “Abuelas de Plaza de Mayo” promoveram este evento pela busca dos netos desaparecidos no período de ditadura.

Bom, todos que se apresentavam no palco iniciava assim, por exemplo:

¡Mi nombre es Letícia Barbosa y yo puedo decirlo porque sé quien soy! (Meu nome é TAL e eu posso dizer porque sei quem sou!)

Fiquei intrigada com isso e logo me contaram de que se tratava. Cerca de 500 recém nascidos e bebês foram robados, apropriados dos pais, presos políticos. As mães grávidas foram poupadas até terem os bebês e, então, elimilá-las. Estas crianças foram adotadas por militares ou amigos, ditadores ou não, para serem criadas de forma a não gerar uma segunda geração de desordeiros e terroristas.

Hoje, são homens e mulheres da minha idade, entre 25 e 32 anos, que não podem afirmar sua própria identidade, não podem dizer quem são de verdade. Cerca de 100 pessoas foram encontradas.

Foto: minha; Murga Garufa de Constitución.





¡Bienvenidos!

30 11 2008

Noite dos Museus em Buenos AiresEhheheehehh

Festa!! Nova casa!!! :)

¡Estoy recontenta!

Isso aqui se perdura até meu primo, Dido (se entrar na página click na bolinha! heheh), criar uma página para mim e me dar de presente. hehehe Brincadeirinha!!! :)

Ainda prefiro o Blogspot, tem alguns recursos que aqui não tem, detalhes que faz a diferença. Por exemplo, o texto fica muito junto a figura ou foto que sempre ponho, não tem fonte colorida, não tem texto justificado… Mesmo assim, decidi mudar de vez. O bom, é que se eu quiser voltar, eu posso. :)

Esta foto é da Noite dos Museus em Buenos Aires. Um sábado em que os museus ficam abertos à noite com atrações artísticas e culturais, shows, música, dança, teatro, projeção de filmes. Este aí foi a última parada depois tanto museus visitados à noite. Música eletrônica da melhor qualidade!! Amei!!

Foto: minha.








Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.