Uffa!! Maricultor reconhecido como produtor rural

27 06 2009

Agora, com a Lei da Pesca sancionada pelo Presidente Lula, o maricultor passa a ter o status de produtor rural. Isso implica na legitimação dos meus argumentos na minha dissertação de mestrado sobre a natureza social do maricultor, suas rotinas laborais e sociabilidades que os indentificam claramente como produtores rurais nos moldes da agricultura familiar.

Este reconhecimento trás benefícios para os maricultores, não só pela criação do Ministerio da Aquicultura e Pesca, mas também acesso a créditos. Um impulso fundamental para o desenvolvimento da produção e possibilidade de maior independência dos atravessadores e empresários que retém o valor agregado da maricultura.

Bom, no parágrafo em negrito abaixo, mostra a orientação do nosso governo que, mesmo de esquereda, atua sob a lógica capitalista. No lugar de promover a autogestão e incremento das bases produtivas, coloca as empresas como única forma eficiente de desenvolvimento econômico do setor. A política de redes e cadeias produtivas do tipo Top-down predomina!

Segue uma das matérias jornalísticas sobre o tema:

Lula sanciona lei que cria Ministério da Pesca

Agência Brasil

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira, em Itajaí, Santa Catarina, a lei que cria o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em substituição à Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap).

Ele sancionou também a nova Lei da Pesca, que passa a considerar pescadores e aquicultores como produtores rurais com direito a créditos rurais com acesso a recursos mais baratos para financiar a produção.

Lula enumerou as várias mudanças que vão ocorrer no setor e pediu ao ministro da Pesca, Altemir Gregolin, que realize uma ampla campanha de divulgação da nova lei, orientando pescadores e aquicultores sobre seus direitos.

- É importante que todos utilizem bem os recursos que estamos disponibilizando. Não tem coisa mais triste do que brigar para isso e depois não ver as coisas acontecerem – afirmou o presidente. É importante, segundo ele, a atuação do ministério, de prefeitos, associações, sindicatos e colônias de pescadores nessa divulgação.

Lula disse que empresas de beneficiamento, transformação e industrialização de pescado poderão se beneficiar das linhas de crédito, desde que comprem a matéria-prima dos pescadores ou de suas cooperativas.

- Um grande empresário, para ter direito, tem que comprar o pescado dos pescadores artesanais, que é para ajudar o setor a crescer junto com a indústria de pesca brasileira – disse o presidente.

Outro ponto importante apontado por Lula foi que a nova lei reconhece como trabalhadoras da pesca as mulheres que desempenham atividades complementares à pesca artesanal.

- Por exemplo, uma mulher que conserta redes de pesca, terá os mesmos direitos dos pescadores – citou.

O presidente ressaltou que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mais Alimentos tem R$ 25 bilhões para a agricultura familiar aplicar em tratores e implementos agrícolas, que será estendida à linha do setor de pesca.

- Estamos estendendo a linha do Pronaf para o setor da pesca. Os financiamentos serão de até R$ 100 mil, com prazo de 10 anos para pagamento, sendo três de carência e taxas de juros de 2% ao ano – anunciou Lula. O presidente lembrou que o programa já fez uma revolução na venda dos tratores.

- Em 10 meses foram vendidos 11 mil tratores, isso significa 75% do total produzido no país nesse período.

Pescadores e aquicultores terão financiamentos para aquisição de redes e de vários outros materiais de pesca, além de modernização e reforma de embarcações, o que inclui melhorias nas condições de manipulação e conservação do pescado a bordo e melhorias nas condições de saúde e segurança do trabalhador. Os tomadores dos empréstimos devem ser produtores familiares com renda de até R$ 110 mil anuais, no caso dos pescadores, e de até R$ 165 mil para os aquicultores.

- Tem pessoas que acham que criar mais um ministério vai gerar um ”cabide de emprego”. Isso acontece, porque as pessoas, quando compram um peixe na cidade, não sabem o que o pescador teve que passar para exercer sua atividade. Queremos dar ao pescador a mesma cidadania que outras categorias já conquistaram ao longa da história do Brasil. Queremos mais pescadores tendo os mesmos direitos de outros trabalhadores. No próximo orçamento o ministério terá mais recursos e vamos cuidar melhor da vida dos pescadores – garantiu o presidente Lula.

16:35 – 26/06/2009

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/26/e26064602.asp

Ilustração: Artísta plástica Susana Fros (http://www.acap.art.br/artistas/susanafros.htm)





Esta não é a sacola das tuas compras desta semana?

13 03 2009

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“Só 5% do plástico produzido pela indústria petroquímica mundial desde os anos 1930 foi incinerado. O restante continua em algum lugar do planeta. São dezenas de bilhões de toneladas de lixo, que levarão séculos para se decompor. Grande parte desse plástico se acumula em aterros sanitários e lixões. Outra parte cai nos bueiros, é arrastada pelos rios até os oceanos, onde se acumula em bizarras ilhas flutuantes. Espécies ameaçadas como as tartarugas marinhas confundem o plástico com algas e, ao comê-lo, morrem asfixiadas.”

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT24849-15224-24849-3934,00.html





Festa Nacional do Marisco

5 02 2009

DoriExpectativa de receber 50 mil pessoas nos 5 dias de evento. A Central de Comercialização de Marisco estará fornecendo os mexilhões para ser consumido nas barracas de alimentação. Além disso, terão uma barraca exclusiva para os produtos dos próprios maricultores.

Muitos compram frutas e verduras no Direto do Campo ou até no Ceasa por querer comprar produtos mais fresquinhos direto do produtor.

Seria bom fazer o mesmo com os mariscos, né? Saber que foi colhido às 6 da manhã e que foi colhido, beneficiado e vendido pelo próprio maricultor. Sem passar por intermediários e beneficiado por empresas… até chegar ao consumidor… longo caminho!

Compre direto do mar!!

14ª FESTA NACIONAL DO MARISCO
De 19 a 23 de fevereiro a partir das 18h
CENTRO
(ao lado do shopping de verão)
PENHA – SC

Horário: a partir das 18h
(atrações gastronômicas, artísticas e culturais)
Shows no pavilhão gastronômico: a partir das 19h
Shows no pavilhão principal: a partir das 23h

Programação MUSICAL:

Dia 19 de fevereiro
Pavilhão Gastronômico Abertura Oficial — 20h30min.
Concurso Rainha 2009 da 14º Festa Nacional do Marisco
Pavilhão gastronômico: Banda Incandecente
Pavilhão principal: Torre de Babel
Pavilhão principal: Bonde do Forró (grande show nacional)

Dia 20 de fevereiro
Pavilhão gastronômico: Giza Carla & Musical Estrela do Sul
Pavilhão principal: Armandinho (grande show nacional)
Pavilhão principal: Banda Curinga

Dia 21 de fevereiro
Pavilhão gastronômico: Vilmar e Banda
Pavilhão principal: Hugo Pena e Gabriel (grande show nacional)
Após o show nacional: Vilmar e Banda

Dia 22 de fevereiro
Pavilhão gastronômico: Carlinhos Banda Shows
Pavilhão principal: Edu e Evandro

Dia 23 de fevereiro
Carnaval

Entrada franca às atrações e bandas, exceto shows nacionais.

Ingressos aos shows nacionais:
• Antecipados: R$ 15,00
(os primeiros mil ingressos serão vendidos a R$ 10 cada).
• No local: R$ 20,00
• Área vip: R$ 30,00
• Camarote: R$ 50,00

• Compra de camarote exclusivo para 15 pessoas com direito à utilização nos 5 dias de festa: R$ 1500,00.

Realização: Prefeitura de Penha/ Secretaria de Turismo/ CMB Promoções e Locações

Informações: (47) 3345-3428 (Séc. de Turismo) ou (47) 3365- 3034 (CMB Promoções)





Seminário sobre produção familiar e comunitária

2 12 2008

Joaquina - SCNa segunda-feira, fizemos um seminario interno no CCC sobre agricultura familiar, maricultura familiar e comunidade indígena, nos países Argentina, Brasil e Colômbia, respectivamente. Armamos um subgrupo de discussão para pensar as diferentes experiências desde a economía social e solidária.

Pelo que vimos, vai nos custar um pouquinho, porque as diversas concepções que tenemos de economia solidária, economia social, economia popular, economia comunitaria, e os diversos autores formam um rico campo teórico. Por ejemplo, as concepção de economia popular de Coraggio não é totalmente mesma de Quijano, cada um tem seu contexto de análise. Mesmo assim, é um exercício interessante. E mais interessante ainda é tentar explicar porque a agricultura e maricultura familiar é da economia solidária, mesmo não produzindo e vendendo coletivamente, por exemplo. Não basta fazer parte de uma associação ou entregar seu produto na cooperativa para beneficiar ou vender. Existe uma subjetividade por detrás das práticas e ações dos que participam, mas tambiém não pode deixar de analisar o patriacado e a divisão de trabalho dentro deste tipo de organização e a forma como se relaciona com um coletivo.

Existe muito o que se questionar, investigar, reflexionar. Não podemos ficar no determinismo. Somos funcionais ao sistema capitalista ou somos parte de uma transformação social? O que caracteriza transformação social? E contra-hegemônico? Na verdade, as teorias econômicas neoliberais têm explicação para tudo, para crise, para pobreza, falhas de mercado, intervenção do Estado, até para o surgimento da economía solidária. Temos que colocar a prova isso e desenvolver nossas teorias e nos apropiar de instituições que pensamos ser capitalistas, mas que, na verdade, o capitalismo os adotou como suas instituições.

A economia solidária não é um pacote fechado é definido. Para mim, é uma caixa mágica. A cada coisa que vejo, gente falando, pensando, agindo, interagindo me surpreendo.

Fotita: minha. (praia da Joaquina – SC)





Reaproveitamento de cascas de moluscos

14 08 2008

Esta é uma notícia do ano passado e resolvi postar para mantê-la viva. Este projeto é importantíssimo, uma pena que está sendo articulado para o empresariado industrial.

Christian Jung e Guilherme Tafner têm projeto sobre beneficiamento de resíduos de ostras e mariscos reconhecido pelo Santander e esperam pela premiação nacional em Brasília.
Com a ajuda do colega Guilherme Tafner, graduando do curso de Engenharia de Produção da Universidade do Sul de Santa Catarina, o Christian desenvolveu um projeto de beneficiamento industrial de cascas de ostras e mariscos. O objetivo é encontrar diferentes maneiras de reutilizar os restos destes produtos – cerca de 90% da produção nacional é oriunda do estado de Santa Catarina. O projeto de Christian teve orientação do professor José Marcos Tesch.
Segundo ele, as cascas dos moluscos podem ser aproveitadas nas indústrias farmacêutica e de agronegócios, entre outras: “As cascas são formadas, basicamente, por carbonato de cálcio. É um componente importante e pensamos em usá-las até mesmo na construção civil”.
De acordo com Christian, estes restos geralmente são descartados em aterros ou no mar. A proposta dos estudantes é de que sejam transformados em pó e distribuídos às empresas. “O processo agrega valor a uma matéria que antes era considerada lixo. A cadeira produtiva é incrementada e a geração de empregos fortalecida”, afirma. “Agradeço muito ao Santander e à Universia por contribuir com a viabilização do projeto”, disse.

O estudante Christian Jung está disponível para entrevistas pelo telefone (48) 8403-8188.

Foto: Arquivos Famasc.








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