III Colóquio Internacional da Cátedra Unesco – A Economia Social e Solidária em Perspectiva Internacional

5 12 2009

Acabo de chegar em Porto Alegre para uma semana muito produtiva de intercâmbio com nossos companheiros da UNGS (Buenos Aires) e da Unisinos dentro de uma gama de atividades da RILESS. Além disso, as atividades do próprio Colóquio. Bom, depois de alguns meses de volta do mestrado em Buenos Aires estou de volta ao blog. De volta a Unisul Virtual, maricultura e vida normal. Vamos lá!!





Ziquizira, brucutú, urucubaca…

29 06 2009

honduras-map…  ou é moda!! Honduras andava fora de foco com as eleições na Argentina, gripe suina no México, o chavismo na Venezuela… só um Golpe de Estado para trazer Honduras para mídia. Bom, a América Latina e Caribe precisava respirar novos ares, depois de tanta democracia!

Só com ironia para explicar o inexplicável!

Foto: http://geology.com/world/honduras-map.gif





Uffa!! Maricultor reconhecido como produtor rural

27 06 2009

Agora, com a Lei da Pesca sancionada pelo Presidente Lula, o maricultor passa a ter o status de produtor rural. Isso implica na legitimação dos meus argumentos na minha dissertação de mestrado sobre a natureza social do maricultor, suas rotinas laborais e sociabilidades que os indentificam claramente como produtores rurais nos moldes da agricultura familiar.

Este reconhecimento trás benefícios para os maricultores, não só pela criação do Ministerio da Aquicultura e Pesca, mas também acesso a créditos. Um impulso fundamental para o desenvolvimento da produção e possibilidade de maior independência dos atravessadores e empresários que retém o valor agregado da maricultura.

Bom, no parágrafo em negrito abaixo, mostra a orientação do nosso governo que, mesmo de esquereda, atua sob a lógica capitalista. No lugar de promover a autogestão e incremento das bases produtivas, coloca as empresas como única forma eficiente de desenvolvimento econômico do setor. A política de redes e cadeias produtivas do tipo Top-down predomina!

Segue uma das matérias jornalísticas sobre o tema:

Lula sanciona lei que cria Ministério da Pesca

Agência Brasil

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira, em Itajaí, Santa Catarina, a lei que cria o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em substituição à Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap).

Ele sancionou também a nova Lei da Pesca, que passa a considerar pescadores e aquicultores como produtores rurais com direito a créditos rurais com acesso a recursos mais baratos para financiar a produção.

Lula enumerou as várias mudanças que vão ocorrer no setor e pediu ao ministro da Pesca, Altemir Gregolin, que realize uma ampla campanha de divulgação da nova lei, orientando pescadores e aquicultores sobre seus direitos.

- É importante que todos utilizem bem os recursos que estamos disponibilizando. Não tem coisa mais triste do que brigar para isso e depois não ver as coisas acontecerem – afirmou o presidente. É importante, segundo ele, a atuação do ministério, de prefeitos, associações, sindicatos e colônias de pescadores nessa divulgação.

Lula disse que empresas de beneficiamento, transformação e industrialização de pescado poderão se beneficiar das linhas de crédito, desde que comprem a matéria-prima dos pescadores ou de suas cooperativas.

- Um grande empresário, para ter direito, tem que comprar o pescado dos pescadores artesanais, que é para ajudar o setor a crescer junto com a indústria de pesca brasileira – disse o presidente.

Outro ponto importante apontado por Lula foi que a nova lei reconhece como trabalhadoras da pesca as mulheres que desempenham atividades complementares à pesca artesanal.

- Por exemplo, uma mulher que conserta redes de pesca, terá os mesmos direitos dos pescadores – citou.

O presidente ressaltou que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mais Alimentos tem R$ 25 bilhões para a agricultura familiar aplicar em tratores e implementos agrícolas, que será estendida à linha do setor de pesca.

- Estamos estendendo a linha do Pronaf para o setor da pesca. Os financiamentos serão de até R$ 100 mil, com prazo de 10 anos para pagamento, sendo três de carência e taxas de juros de 2% ao ano – anunciou Lula. O presidente lembrou que o programa já fez uma revolução na venda dos tratores.

- Em 10 meses foram vendidos 11 mil tratores, isso significa 75% do total produzido no país nesse período.

Pescadores e aquicultores terão financiamentos para aquisição de redes e de vários outros materiais de pesca, além de modernização e reforma de embarcações, o que inclui melhorias nas condições de manipulação e conservação do pescado a bordo e melhorias nas condições de saúde e segurança do trabalhador. Os tomadores dos empréstimos devem ser produtores familiares com renda de até R$ 110 mil anuais, no caso dos pescadores, e de até R$ 165 mil para os aquicultores.

- Tem pessoas que acham que criar mais um ministério vai gerar um ”cabide de emprego”. Isso acontece, porque as pessoas, quando compram um peixe na cidade, não sabem o que o pescador teve que passar para exercer sua atividade. Queremos dar ao pescador a mesma cidadania que outras categorias já conquistaram ao longa da história do Brasil. Queremos mais pescadores tendo os mesmos direitos de outros trabalhadores. No próximo orçamento o ministério terá mais recursos e vamos cuidar melhor da vida dos pescadores – garantiu o presidente Lula.

16:35 – 26/06/2009

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/26/e26064602.asp

Ilustração: Artísta plástica Susana Fros (http://www.acap.art.br/artistas/susanafros.htm)





Banco Palmas

25 06 2009

Banco Palmas Banco Palmas: os indicios de outra institucionalização da economia… Nesta publicidades do supermercado do bairro, o aviso que se aceita além dos cartões de crédito so sistema financeiro tradicional, a moeda social Palmas também é aceito.

Foto: minha





Última semana…

25 06 2009

… para enviar seu artigo sobre qualquer tema relacionado com a economia social e solidária.

OTRA ECONOMÍA

WWW.RILESS.ORG/OTRAECONOMIA





12 05 2009

DSC0016111Quando a vida se transforma em um ritmo frenético orientado pelo sistema econômico onde o trabalho lhe dita o cotidiano, a renda mensal lhe dita o tamanho da familia, os serviços públicos limita o ócio, a vida entra em conflito com a sociedade. Mas isso por ela está se mercantilizando cada vez mais. E a religião, a fé e a dedicação a espiritualidade se torna cada vez mais irracional de acordo com as convenções societais. Como pode 50 pessoas se retirar de suas “obrigações” no trabalho para se dedicar a isso por uma semana? (eu já escutei isso!) Só falta olvir que os retiros espirituais de todas as religiões afeta a economia nacional! E veja que a economia da Bahia tem uma porcentagem significativa de turismo no seu Produto. Que por sinal está embasada nos rituais religiosos, suas cores, tecidos, comidas, missangas e apetrechos.  Poucos turistas sabem realmente de onde vem aquela energia que se sente quando se visita Salvador. Bom, mais o caso é o conflito ideológico e material entre o econômico (capitalistica) e nossa dedicação a espiritualidade estão presentes. A racionalidade capitalistica nos leva a acreditar que nossas vidas se reduzem a trabalhar, trabalhar e trabalhar. Depois, se sobrar um tempinho, poderemos dedicarmos à familia, à religião…

Foto: minha.





E agora Burucutú?

26 04 2009

tarroBom, último mês em Buenos Aires com ares de despedida depois de quase dois anos e meio de mestrado aqui! Tá bom, né? Agora é olhar para frente, com dor no coração, mas a certeza que aproveitei o máximo que eu podia dentro das minhas condições financeiras. Terminar um mestrado, aprendi dança gaucha folclórica, tango, me apresentei em teatro, empreendi uma revista científica eletrônica, fiz amigos, andei muito de bike, conheci a cultura argentina, viz pesquisas, publiquei, assumi o artesanato como parte de mim, consegui o documento permanente argentino… Foram intensos estes dois anos, minha familia que o diga!!

O mais importante foi, sem dúvida, a mudança de concepção da vida, da economia, da sociedade…

Terei que me adaptar a outras realidades quando voltar. A vida sempre deve ter um projeto e que deve ser defendido, mas no se pode prender a ele. Tem que estar aberto as mudanças que o destino nos reserva. Bom, não sei se acredito no destino, mas isso já é outra coisa! O único que está certo é que tenho uma dissertação para entregar no final do ano para a UNGS e para a CLACSO. E minha cabeça gira em torno dos maricultores e em como eles contribuem com sus sociabilidades para o movimento da economia solidária. Digo que não é fácil, tudo pode ser explicado pela teoria hegemônica. Ainda sim, consigui energia para comprovar que o hegemônico foi imposto e ainda existe outras lógicas econômicas…

Foto: minha!








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